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Terça-Feira, 07 DE Outubro DE 2014

Assalto a banco: captura de animais em unidades de conservação do Sul

“O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promoveu no mês de setembro uma operação de fiscalização para combater crimes ambientais nos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, ambos localizados na divisa dos estados Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A ação ocorreu nos municípios de Praia Grande e Jacinto Machado e contou com apoio da Polícia Militar Ambiental.

Equipes de fiscalização do ICMBio

(...) Os crimes ambientais mais comuns e mais combatidos na região estão relacionados à caça e ao cativeiro ilegal de aves silvestre, principalmente as que cantam. Com a operação, que acontece periodicamente, as Unidades de Conservação (UCs) pretendem conscientizar a população local sobre o problema, abrindo um canal de contato direto para denúncias e orientações. "Também queremos inibir futuras infrações expandindo o conhecimento da população", informou Betiollo.

Durante a operação, foram abordados e revistados aproximadamente 50 veículos e motos. Uma pessoa foi autuada e quatro pássaros nativos apreendidos. Também foram descobertas três cabanas, sendo que uma delas servia de apoio para a caça.”
– texto da matéria de divulgação “ICMBio fiscaliza Parques Nacionais para combater crimes ambientais”, publicada em 3 de outubro de 2014 pelo site do ICMBio

Unidades de conservação de proteção integral, como os parques, as estações ecológicas e as reservas biológicas, são bancos da biodiversidade brasileira. Nessas áreas protegidas vivem o que há de mais precioso e conservado da fauna e flora nativas do país. E atacar essa riqueza é um crime ambiental muito grave, já que em muitos desses locais estão espécies raras e ameaçadas de extinção.

Infelizmente, as equipes que administram e fiscalizam as unidades de conservação de todo o país (não apenas as federais, mas as estaduais e municipais também) vivem desfalcadas e contam com uma infraestrutura precária para desenvolver seu trabalho. Por isso são feitas operações.

Já que a rotina fiscalizatória é precária, o que incentiva a invasão por caçadores e traficantes de animais, por exemplo, os funcionários das unidades de conservação se organizam em operações. É uma forma de otimizar os poucos recursos (humanos e materiais) que possuem.

Enquanto as unidades de conservação não estiverem entre as prioridades do poder público brasileiro, tanto para conservação quanto para exploração turística com envolvimento das comunidades do entorno (no caso dos parques), esse patrimônio brasileiro continuará sendo atacado e roubado.

- Leia a matéria do ICMBio

Postado por Dimas Marques às 10:17

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