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Quinta-Feira, 23 DE Outubro DE 2014

Mercado negro de fauna: será que esse crime é investigado?

“Um homem preso por tráfico de drogas foi flagrado na manhã desta terça-feira (21), em Palmas, com vários pássaros que seriam comercializados no mercado negro. As informações são da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP). Conforme o órgão, as aves estavam na casa de Adcleiton Silva Teixeira, que fica no Jardim Taquari, na região sul da capital.

Segundo a GMP, Teixeira foi preso em cumprimento de um mandado de prisão. Na casa dele a polícia encontrou dois filhotes de araras canindé, um filhote de papagaio, um sabiá, um canarinho da terra, um mandarim e um curió.

Guardas municipais com aves vítimas do tráfico

Agora, além de responder por tráfico de drogas, o suspeito ainda será indiciado por crime ambiental. De acordo com o gerente da Divisão Ambiental da GMP, Heleno Freitas, Teixeira terá que responder por maus-tratos a animais e posse para fins comerciais. Ele disse que havia pássaros avaliados em até 10 mil dólares como é o caso das araras canindé.” – texto da matéria “Homem preso por tráfico é flagrado com aves de até 10 mil dólares no TO”, publicada em 21 de outubro de 2014 pelo portal G1

A prisão de Adcleiton não pode encerrar o caso envolvendo as aves. Pelo contrário, é agora que começa a investigação policial sobre o tráfico de fauna. O primeiro passo é saber se o suspeito é o responsável por alguma quadrilha ou é “apenas” mais um vendedor no varejo. Dependendo da posição dele na corrente do mercado negro, é possível identificar quem lhe fornece as aves ou quem trabalha para ele (desde os responsáveis pela captura, passando pelo transporte e demais envolvidos).

Infelizmente, a polícia brasileira não tem tradição em investir em investigações de crimes contra a fauna. É bem provável que nada seja feito para desbaratar a quadrilho do tráfico de animais.

É fato relatado no 1º Relatório Nacional sobre Tráfico de Fauna Silvestre, publicado pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestre (Renctas) em 2001, que muitas quadrilhas atuantes no mercado negro de animais também investem em outros ramos do crime. No trabalho da ONG já se alertava para a existência de cerca de 350 a 400 quadrilhas de tráfico de fauna, sendo que 40% delas estariam envolvidas com outras atividades ilegais – comércio ilegal de pedras preciosas, drogas e armas, por exemplo.

Uma observação: o valor da arara-canindé apresentado pelo representante da Guarda Metropolitana de Palmas, US$ 10 mil, pode ocorrer no mercado ilegal internacional, com nos Estados Unidos e Ásia. No Brasil, uma ave dessa espécie custa, legalizada, entre R$ 2.600 e R$ 3 mil.

- Leia a matéria completa do portal G1
- Conheça a Renctas

Postado por Dimas Marques às 00:01

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