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Sexta-Feira, 17 DE Outubro DE 2014

Na fuga das chamas, uma estrada. E a morte se mantém presente para os animais

“Brigadistas e bombeiros civis travam uma verdadeira batalha para tentar conter o incêndio que destrói a vegetação do Parque Nacional da Serra do Cipó, na Grande BH, desde a última sexta-feira. Por causa do estrago e dos riscos para turistas, a reserva foi fechada para visitação na segunda-feira. Quem trabalha no local pede ajuda de voluntários.

Animais fogem do fogo e acabam atropelados nas estradas da região

A bióloga Vanessa Maria da Cruz Carvalho atua como brigadista voluntária no parque e conta que a cidade já está coberta de fumaça e fuligem desde o começo do incêndio. “O calor é muito forte. Os insetos começaram a entrar nas casas, os bichos atravessam as estradas. Há animais silvestres morrendo”, explica. Segundo ela, veados, gambás e outros pequenos mamíferos já foram atropelados na via, onde há uma grande movimentação de veículos por causa das mineradoras. A situação piora com a baixa visibilidade nas estradas, causada pela fumaça.” – texto da matéria “Incêndio fecha o Parque Nacional da Serra do Cipó”, publicada em 15 de outubro de 2014 pelo site do jornal Estado de Minas

A morte dos animais por atropelamento na região do Parque Nacional tem de servir para alguma coisa. Que seja então de rever os procedimentos de combate a incêndios em unidades de conservação ou áreas com vegetação preservada e incluir equipes (que podem ser das polícias rodoviárias federal e estaduais, ou até das guardas municipais em casos de estradas rurais) que teriam a responsabilidade de alertar os motoristas sobre os riscos de trafegar nos trechos onde a visibilidade esteja baixa por causa da fumaça.

E não é só alertar, mas orientar os condutores de veículos a trafegarem mais devagar, com atenção redobrada ou até adiar seu deslocamento. Em casos extremos, quando a visibilidade estivesse muito prejudicada, é prudente impedir o tráfego. Dessa forma, garante-se a segurança do próprio motorista e possivelmente reduzir-se-ia o número de casos de animais silvestres atropelados.

Será que isso já foi pensado?

Será que isso é pedir muito? Para o poder público talvez seja, afinal nem o número suficiente de brigadistas para combater os incêndios florestais está disponível para as unidades de conservação.

- Leia a matéria completa do jornal Estado de Minas

Postado por Dimas Marques às 00:01

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