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Quarta-Feira, 17 DE Dezembro DE 2014

Seis papagaios-verdadeiros apreendidos na divisa de SP com o MS. Vale investigar

Os papagaios estavam sem água e com alimentação inadequada“A Polícia Ambiental apreendeu seis aves silvestres durante patrulhamento rural e ambiental no Assentamento Porto Velho, em Presidente Epitácio. A ação foi nessa terça-feira (9) e uma mulher recebeu multa de R$ 21 mil por infração ambiental.

Segundo a corporação, os policiais constataram em um lote, que a moradora mantinha em cativeiro “de forma precária em uma gaiola, sem água e com alimentação inadequada", seis papagaios-verdadeiros (Amazona aestiva). A gaiola era mantida escondida no meio de uma plantação de eucalipto.”
– texto da matéria “Polícia Ambiental apreende papagaios-verdadeiros em assentamento”, publicada em 10 de dezembro de 2014 pelo site iFronteira (Presidente Prudente – SP)

A cultura do criar animal silvestre como bicho de estimação, principal responsável pelo tráfico de fauna no Brasil, está impregnada em todo o país. Seja nas metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, nas cidades pequenas ou ainda os vilarejos, os brasileiros gostam de “apreciar” aves em gaiolas ou poleiros, macacos em correntes e por aí vai.

A apreensão em um assentamento rural é mais um exemplo desse costume cruel, que arrebenta o equilíbrio dos ecossistemas e expõe as pessoas a uma série de doenças (as zoonoses). A quantidade de papagaios-verdadeiros apreendidos com uma mesma pessoa pode ter duas explicações, ambas ligadas ao fato de a localidade ser próxima do cerrado do Mato Grosso do Sul – uma das principais áreas de apanha e captura dessas aves pelos traficantes que abastecem vários municípios brasileiros (incluindo São Paulo e sua região metropolitana).

A primeira explicação está vinculada pelo fato de Presidente Epitácio estar na rota rodoviária dos traficantes de papagaios, o que facilita para a população local o acesso aos animais.

As aves foram levadas para Associação Protetora de Animais Silvestres de Assis (Apass)A outra explicação está na possibilidade dessas pessoas estarem envolvidas no tráfico. Isto é, serem elas parte do crime. É sabido que traficantes saem de São Paulo e fecham negócios com sitiantes, assentados, trabalhadores rurais e moradores das localidades próximas das áreas de postura dos papagaios para a coleta e captura dos animais e até de seus ovos.

Os pequenos papagaios são transportados entre setembro e novembro, em condições precárias, amontoados em caixas onde permanecem mais de dez horas até a Região Metropolitana de São Paulo sofrendo com a falta de alimentação e água, além do calor. A principal rota usada para chegar à capital paulista é a BR-267, rodovia que passa a se chamar Raposo Tavares (SP-270) em território paulista, na região de Presidente Epitácio.

Talvez esse caso mereça uma cuidadosa investigação.

- Leia a matéria completa do iFronteira

 

Postado por Dimas Marques às 03:15

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