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Quinta-Feira, 30 DE Julho DE 2015

Comércio de animais em lojas: seria bom se fiscalizassem

“A Polícia Militar de Meio Ambiente de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, encontrou quatro cobras de uma espécie norte-americana na manhã de terça-feira. O responsável pelos animais, de 38 anos, foi detido.

De acordo com o sargento Eduardo Venâncio, o suspeito tem uma casa de pássaros no Bairro Santa Mônica e foi alvo de denúncia. Chegando ao local, eles encontraram dois filhotes de corn-snake (cobra-do-milho). “Ele fala que conseguiu de clientes, que não sabia que não podia vender. Mas ele tinha tanta ciência que já escondia elas debaixo da prateleira”, diz o militar. Segundo ele, os animais não estavam em situação de maus-tratos.

Comerciante é suspeito de reproduzir as cobbras para vender os filhotes. Tudo sem autorização

Na casa do comerciante, foram encontradas outras duas cobras adultas, da mesma espécie. Elas ficavam em um terrário dentro do imóvel. “O que deu para a gente entender é que ele tinha a matriz em casa, fazia a reprodução e vendia”, explica o sargento Eduardo, dizendo que o suspeito não assume do delito. Um canário-da-terra sem anilha também foi encontrado no imóvel.” – texto da matéria “Comerciante é detido vendendo cobras em loja de Uberlândia”, publicada em 28 de julho de 2015 pelo site do jornal Estado de Minas

Se houvesse fiscalização rotineira nos estabelecimentos autorizados a vender animais, como pet shops, muitos casos como o ocorrido em Uberlândia seriam descobertos. E não estariam restritos a animais de espécies exóticas, isto é, não nativas do Brasil. Certamente, seriam encontrados – em maior número até – silvestres da fauna brasileira.

Infelizmente, o Brasil (União, Estados e Municípios) não têm um programa para combater o tráfico de fauna, um trabalho que deveria englobar:

- programas de geração e substituição de fonte de renda para combater a pobreza nas áreas de coleta e captura;
- repressão eficiente e sem corrupção;
- legislação com punição severa, tipificando o crime “tráfico de fauna” e diferenciando as penas para quem cria sem autorização das penas para quem trafica;
- educação ambiental, afinal sem demanda não há comércio; e
- boa infraestrutura para o pós-apreensão, com:

a) técnicos para primeiros socorros aos animais durante as apreensões;
b) rede de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), que recebem, realizam os primeiros cuidados e dão destinação aos bichos, estruturada e preparada;
c) procedimentos eficientes para solturas (introdução, reintrodução e revigoramento populacional);
d) áreas para solturas credenciadas e espalhadas por todos os biomas; e
e) monitoramento pós-soltura para correção de rotas e aferição de sucesso de metodologias.

O poder público investe, um pouco, na repressão em feiras de rua ou quando recebe denúncias. Fora isso, o tráfico de fauna corre solto pelo país.

- Leia a matéria completa do Estado de Minas
- Saiba mais sobre tráfico de animais

Postado por Dimas Marques às 08:00

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