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Quarta-Feira, 29 DE Julho DE 2015

Olha o Bicho! - Ararinha-azul

Última ararinha-azul livre na natureza fotografada por Luiz Claudio Marigo

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nomes populares: ararinha-azul
Nome científico: Cyanopsitta spixii
Estado de conservação: "Criticamente em perigo" pela IUCN e "criticamente em perigo"  na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.

A Caatinga na região de Juazeiro, na Bahia, abrigava uma linda espécie de ave, a ararinha azul. Tão linda que começou a ser desejada por colecionadores e essa cobiça foi um passo para o tráfico da espécie. Já a Caatinga passou a sofrer com queimadas e desmatamento. E, assim, em 1990 uma expedição avistou o último exemplar de Cyanopsitta spixii em seu habitat natural, um macho. Para tentar salvar a espécie, uma fêmea criada em cativeiro foi reintroduzida na natureza. Mas a operação não teve sucesso e a ararinha-azul foi avistada pela última vez no ano 2000. Um dos seus últimos registros foi feito pelo fotógrafo de natureza Luiz Claudio Marigo. Hoje a espécie está extinta na natureza.

A ararinha-azul pertence à família dos psitacídeos, que tem patas com dois dedos virados para frente e dois para trás. Ela se alimenta de sementes e frutas e usa o bico não só para comer, mas também para escalar e subir em galhos. Seu habitat natural é a caatinga seca e as florestas ciliares de pequenos afluentes temporários do rio São Francisco e ocupava uma área que ia do norte da Bahia ao sul do rio São Francisco, na região de Juazeiro e Curaçá. A espécie é endêmica dessa região, isto é, não é encontrada em nenhum outro lugar. Ela mede de 55 cm a 60 cm e pesa de 270 g a 400 g. Como o nome diz, ela toda azul, com o tom das penas na cabeça um pouco mais claro e  nas asas, mais escuro.

Ararinhas nascidas em outubr de 2014 no interior de São PauloEm 2012 foi criado o Projeto Ararinha na Natureza, com o objetivo de reproduzir as aves em criadouros e futuramente reintroduzi-las na Caatinga. Esse projeto é coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBio) e conta com parcerias de empresas privadas e de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, como o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil).

No ano passado nasceram dois filhotes de ararinha-azul em um criadouro no interior de São Paulo. Não nasciam ararinhas-azuis por aqui desde o ano 2000. Atualmente existem 92 animais em cativeiro, sendo que só 11 estão no Brasil. Há exemplares na Alemanha, na Espanha e o maior número deles está no Qatar.

Será que voltaremos a ver ararinhas-azuis na natureza?

Postado por Dimas Marques às 00:00

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