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Quinta-Feira, 09 DE Julho DE 2015

Rodovia mineira em obras e atropelamentos de animais em alta

O licenciamento ambiental não previu o perigo aos silvestres?“A quantidade de acidentes com animais registrados em trechos da BR-262, próximo a Uberaba, aumentou. Os dados são da concessionária que administra a rodovia e, de acordo com o um médico do Hospital Veterinário de Uberaba, o aumento no número de acidentes foi verificado desde o início das obras de duplicação da rodovia e construção de praça de pedágio.

Entre Campo Florido e Uberaba, foram registrados 13 acidentes nos últimos 10 meses. Já no trecho mais ao leste, entre Araxá e Uberaba, o levantamento aponta que houve quatro acidentes no mesmo período.

Os animais silvestres, como um lobo guará, que se recupera de um atropelamento, estão entre as vítimas. De acordo com o promotor de Meio Ambiente, Carlos Valera, as empresas devem apresentar medidas, como planos para evitar ou diminuir os danos à natureza e laudos de impactos ambientais. Caso os procedimentos não sejam seguidos, a empresa responsável pelo empreendimento pode ser punida.”
– texto da matéria “Cresce número de acidentes com animais na BR-262 perto de Uberaba”, publicada em 7 de julho de 2015 pelo portal G1

A duplicação de rodovias muitas vezes é necessária para melhorar o escoamento de produtos e o tráfego das pessoas. Mas isso tem de ser feito com o aumento dos atropelamentos de animais silvestres?

Pelo jeito, o processo de licenciamento ambiental da obra não previu tal impacto, sendo, portanto, falho. Por mostrar falhas, tem de ser questionado pelo poder público e o Ministério Público.

Antes de tudo isso, seria necessário que as obras fossem interrompidas. Afinal, vidas estão se perdendo.

Mas, no Brasil, quem consegue parar esse modelo de progresso? O poder público quer entregar obras, divulgar seus feitos e ganhar visibilidade junto a eleitores. A população, pouco consciente dos impactos ambientais, deseja por novas vias e mais facilidades.

Então, quem tem culhão de solicitar a interrupção das obras até que medidas mitigadoras sejam definidas e implantadas? No Brasil, poucos. Afinal, são “só” animais silvestres...

- Leia a matéria no G1 (com vídeo)

Postado por Dimas Marques às 00:05

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