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Quarta-Feira, 16 DE Dezembro DE 2015

Olha o Bicho! - Raposinha-do-campo

Dentre os 37 canídeos encontrados no mundo, a nossa raposinha está entre os sete menos estudados

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nomes populares: raposa-do-campo, raposinha, raposinha-do-campo
Nome científico: Lycalopex vetulus
Estado de conservação: “pouco preocupante” na lista vermelha da IUCN e “vulnerável” na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção

A raposinha-do-campo é o único canídeo 100% brasileiro, endêmica do Cerrado, região que tem menos de 20% de sua área ainda em estado original. Bastante arisca, ágil e rápida, a raposinha é um animal de pequeno porte, que pesa entre 3 e 4 kg e tem cerca de 60 cm de comprimento. 

Ela usa buracos de tatu como toca e sua atividade é noturna, começando depois do pôr-do-sol e indo até o amanhecer. É um animal de hábitos solitários e monogâmico, que forma pares reprodutivos que permanecem durante a criação dos filhotes, nos seus quatro primeiros meses de vida. A gestação dura cerca de 50 dias e as ninhadas são de dois a cinco filhotes. A raposa-do-campo come frutos, pequenas aves, roedores, gafanhotos e besouros, mas parece ter uma preferência por cupins, que são sua principal fonte de alimento.

Raposinha com colar com transmissor para ajudar na sua localização pelos pesquisadoresNa verdade, pouco se sabe sobre a raposa-do-campo. Dentre os 37 canídeos encontrados no mundo, a nossa raposinha está entre os sete menos estudados. A boa notícia é que o Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado, um grupo de pesquisa formado por biólogos e veterinários em 2009, mantém o Projeto Ecologia e Conservação da Raposa-do-Campo. O projeto captura animais para colher material de pesquisa e equipá-los com coleiras com transmissor de rádio, para que possam ser rastreados. Com isso os pesquisadores começam a conhecer melhor a raposinha.

A espécie tem o status de “pouco preocupante” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) por ser relativamente comum e localmente abundante na área central de sua distribuição. Mas, além da perda de habitat, a espécie sofre perdas por atropelamento, predação por cães domésticos e retaliação de humanos a supostas predações de animais domésticos. Por isso é considerada “vulnerável” pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Postado por Dimas Marques às 00:00

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