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Terça-Feira, 08 DE Março DE 2016

O imenso tráfico de fauna no Facebook

“O Facebook passou a ser usado por máfias malaias que fazem tráfico ilegal de animais como ponto de venda de espécies protegidas, segundo denúncia da ONG conservacionista Traffic.

Nos últimos cinco meses, membros da Traffic rastrearam 14 grupos do Facebook estabelecidos na Malásia que comercializavam mais de 300 animais selvagens.

Ursos-do-sol, gibões e o arctictis binturong - um mamífero que vive no Sudeste Asiático - são espécies que foram ofertadas.

"O crescimento das redes sociais parece ter permitido a criação de um próspero mercado de animais selvagens como animais de estimação que não existia previamente na Malásia", afirmou em comunicado Kanitha Krishnasamy, diretora de programa no Sudeste Asiático da Traffic.

O achado pode refletir "um problema mundial", segundo a analista Sarah Stoner.

Em um relatório intitulado "Enfrentar o tráfico: Uma avaliação rápida sobre o uso do Facebook para o comércio de vida selvagem na península da Malásia", a organização denuncia a alta demanda dos animais traficados como animais de estimação.

Das 80 espécies identificadas durante a compra/venda, mais da metade é formada por exemplares protegidos pelas leis malaias de conservação para a vida selvagem, e cerca de 25 contam com o amparo da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).

Entre os animais à venda também estão exemplares procedentes de países como a vizinha Indonésia e de Madagascar.

Segundo as investigações, os grupos do Facebook apurados contavam com cerca de 68 mil membros ativos e um total de 106 vendedores identificados.” – texto da matéria “Máfias malaias usam Facebook para contrabando de animais selvagens”, publicada em 6 de março de 2016 pelo UOL Notícias

O Facebook já se tornou um terreno fértil para os traficantes de fauna, inclusive no Brasil. É muito fácil, para qualquer pessoa, encontrar um intenso comércio de fauna em vários grupos da rede social.

Há não muito tempo, os sites especializados em anúncios de compra e venda (daqueles em que você oferece algo que não quer mais e não paga nada pelo serviço) eram os grandes vilões. Mas as redes sociais são mais eficientes, pois colocam em contato rapidamente, nos grupos, pessoas que se interessam por animais silvestres.

Há muitos grupos, inclusive de brasileiros, que surgiram para a troca de informações de criadores que possuem animais legalizados, mas que servem para traficantes encontrar clientes. E como tem clientes...

Já passou da hora de, no Brasil, os órgãos de fiscalização (polícias Federal, civis, militares ambiental, Ibama, Ministério Público e secretarias de meio ambiente estaduais e municipais) criarem grupos para rastrearem, identificarem e prenderem os traficantes de fauna que atuam no Facebook, a rede social que está querendo ocupar o lugar das feiras de rolo no mercado negro de silvestres.

- Leia a matéria completa do UOL Notícias

Postado por Dimas Marques às 16:00

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