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Quarta-Feira, 11 DE Maio DE 2016

Olha o Bicho! - Bugio

O bugio-marrom é endêmico ao bioma Mata Atlântica no sul da BA, extremo nordeste de MG e extremo norte do ES

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nome popular: bugio, guariba, barbado, roncador
Nome científico: Alouatta (gênero)
Estado de conservação: Alouatta caraya - “pouco preocupante” na lista vermelha da IUCN; Alouatta guariba - “criticamente em perigo” na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção; Alouatta belzebul - “vulnerável” na lista vermelha da IUCN e na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção; Alouatta ululata - “em perigo” na lista vermelha da IUCN e na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção

Os bugios pertencem a um gênero de macacos das Américas, o Alouatta. Dividem-se em várias espécies, muitas delas com distribuição no Brasil e algumas endêmicas ao nosso país. Existem espécies cujo status de preservação é considerado “pouco preocupante” e outras que estão “vulneráveis” ou “em perigo”.

Uma característica bastante marcante dos bugios são suas vocalizações, que podem ser ouvidas a quilômetros de distância. Daí um de seus nomes populares, "roncador". Normalmente são emitidas no encontro entre grupos. Os bugios vivem em bandos de 3 a 12 indivíduos de diversas idades, sempre liderados por um macho dominante.

O bugio é um dos maiores primatas do continente, chegando a pesar 9 kg e a atingir 70 cm de comprimento. A cauda é preênsil e funciona como um quinto membro, ajudando no seu deslocamento pelas árvores. A pelagem do bugio varia de cor conforme a espécie, a idade e o sexo. Os machos têm longos pelos no queixo, justificando outro de seus nomes populares: "barbado". Sua alimentação é composta basicamente de folhas, brotos e algumas frutas e flores. Com hábitos diurnos, eles se alimentam pela manhã e no fim da tarde. 

Guariba-de-mãos-ruivas vocalizandoAlgumas das principais espécies de bugio encontradas no Brasil são o Alouatta caraya, com distribuição na Bahia, Brasília Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, e com estado de preservação “pouco preocupante” segundo a lista vermelha da IUCN; o Alouatta guariba, ou bugio-marrom, que é endêmico ao bioma Mata Atlântica no sul da Bahia, extremo nordeste de Minas Gerais e extremo norte do Espírito Santo e é considerado “criticamente em perigo” pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); o guariba-de-mãos-ruivas, Alouatta belzebul, endêmico à Amazônia e floresta atlântica nordestina e considerado “vulnerável” tanto pela IUCN quanto pelo ICMBio; e o Alouatta ululata, espécie que vive nos Estados do Maranhão, Piauí e Ceará, em áreas de Caatinga, Cerrado e manguezais e está “em perigo” tanto pela classificação nacional, quanto pela internacional.

As ameças que os bugios sofrem são a perda e fragmentação de habitat, a caça, as construções de barragens e a expansão urbana.

Postado por Dimas Marques às 00:00

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