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Segunda-Feira, 11 DE Julho DE 2016

Filhote de macaco de espécie ameaçada sofria acorrentado em Rondônia

“Um macaco da espécie Lagothrix lagotricha foi encontrado acorrentado, nesta sexta-feira (8), dentro de uma casa no Km 13 da BR-319, em Porto Velho. Segundo a Polícia Ambiental, o resgate foi feito após uma guarnição ir até o local. Conforme os policiais que atenderam a ocorrência, o macaco, que está em risco de extinção, estava acorrentado e deitado em um lençol com bastante dificuldade para se movimentar. Na casa também foi encontrado um pássaro Curió e várias armadilhas para capturar animais.

O policial Tiago Sampaio, que participou do resgate, disse que a guarnição foi até a região para verificar uma denúncia de queimada e desmate. Ao entrar na propriedade, viram os animais em uma casa coberta de palha.

(...) De acordo com a Polícia Ambiental, um adolescente de 16 anos foi detido no local onde estava o macaco. Ele disse à polícia que estava prestando serviços para o dono do imóvel.

(...) Segundo o cabo da Polícia Ambiental, André Prestes, as capturas de animais silvestres são mais frequentes em épocas de enchente e seca, por causa dos incêndios. "Nessas épocas os animais são obrigados a fugir e acabam entrando nas casas", explicou.

Extinção
Segundo o biólogo Flávio Terassini, o macaco conhecido popularmente como Barrigudo está correndo risco de ser extinto da Amazônia, por causa dos desmatamentos. Ele acredita que o animal tenha apenas dois meses de vida e está bastante debilitado.”
– texto da matéria “Macaco em extinção é achado acorrentado dentro de casa, em RO”, publicado em 8 de julho de 2016 pelo portal G1

Filhote de espécie ameaçada estava vivia acorrentado e estava debilitado

Uma atitude (capturar e acorrentar o pequeno macaco) e uma série de problemas: captura sem autorização, manter em cativeiro sem autorização, a espécie vítima corre risco de extinção, o animal estava debilitado – o que configura maus-tratos. Sem contar o risco de transmissão de zoonoses (doenças transmitidas de animais para humanos).

Enfim, tudo errado.

E qual o motivo para se cometer esses delitos descritos na Lei de Crimes Ambientais e ainda colocar em risco a própria saúde e a de familiares e amigos?

E qual o motivo para promover sofrimento a outro ser vivo, isto é, ao macaco?

Talvez a pessoa envolvida não conheça a lei e ache que está fazendo bem para o animal. Talvez seja simplesmente o costume da comunidade.

Ou ainda, a mãe do pequeno macaco pode ter sido caçada e ele passou a ser criado como bicho de estimação.

Podemos levantar muitas hipóteses e não chegar a conclusão alguma. Mas uma certeza podemos ter: a ausência de projetos, tanto do poder público quanto do restante da sociedade civil organizada, de conscientização da população de que lugar de animal silvestre é em seu habitat, livre e cumprindo suas funções ecológicas, faz com que esse tipo de situação se reptira pelo Brasil todo.

- Leia a matéria completa do portal G1

Postado por Dimas Marques às 00:05

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