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Quarta-Feira, 14 DE Setembro DE 2016

Olha o Bicho! - Jacaré-do-pantanal

Espécie quase foi extinta na década de 1980 por causada caça

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nomes populares: jacaré-do-pantanal, jacaré-do-paraguai, caiman-do-pantanal
Nome científico: Caiman yacare
Estado de conservação: “pouco preocupante” na lista vermelha da IUCN e não consta da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção

Sabe aquela expressão “tirar o couro de alguém”? Pois o jacaré-do-pantanal sabe literalmente o que é isso. Em meados da década de 1980, a caça ilegal de animais dessa espécie atingiu seu auge: os coureiros matavam sem dó e ameaçavam a sobrevivência da espécie. Salvo por uma campanha de conservação, hoje o jacaré-do-pantanal também é criado em cativeiro para fins comerciais de venda do couro e da carne e a caça ilegal é combatida com mais eficiência.

O Pantanal brasileiro é um dos lugares com maior densidade populacional de jacarés do mundo: são mais de 100 indivíduos por km². A ocorrência do jacaré-do-pantanal se estende para o sul do Amazonas, o norte da Argentina e passa pela Bolívia e pelo Paraguai.

O jacaré-do-pantanal se alimenta tanto de invertebrados como de vertebrados, principalmente de peixesO jacaré-do-pantanal chega a atingir 3 m de comprimento. Seu padrão de coloração varia bastante e normalmente o dorso é escuro, com faixas transversais amarelas. A cauda é serrilhada e os pés possuem garras poderosas. Se em terra é um tanto desajeitado, na água ganha enorme agilidade e se torna um predador eficiente. Ele se alimenta tanto de invertebrados como de vertebrados, principalmente de peixes. E com essa alimentação faz o controle da população de outras espécies, como a de caramujos transmissores de doenças.

Quando em terra, o jacaré-do-pantanal se desloca em grupos de mais de 30 animais. Para buscar alimento, eles chegam a percorrer até 20km entre uma lagoa e outra. Os jacarés dependem do ambiente para ajustar sua temperatura interna, por isso movem-se da terra para a água e novamente para a terra em diferentes horários do dia. 

E é a temperatura também que vai determinar o sexo dos filhotes: temperaturas mais baixas no ninho geram fêmeas e temperaturas mais altas produzem machos. A fêmea chega a procurar por até 5 km um bom lugar para fazer o seu ninho. Os ovos passam por um período de 70 dias de incubação quando são vigiados pela mãe contra predadores como lobinho (Cerdocyon thous), quatis (Nasua nasua) e porcos-monteiro (Sus scrofa). Esse cuidado dura até um ano.

Postado por Dimas Marques às 00:00

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