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Quarta-Feira, 16 DE Novembro DE 2016

Olha o Bicho! - Macaco-prego

Animais da espécie são ameaçados pela perda de habitat e pelo tráfico de fauna

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nomes populares: macaco-prego, capuchinho
Nome científico: Sapajus apella
Estado de conservação: “pouco preocupante” na lista vermelha da IUCN e sem classificação na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.

O topetinho escuro na cabeça é o responsável pelos nomes populares deste símio. Para uns, dá a impressão de uma cabeça de prego, para outros, parece o capuz dos monges. Macaco-prego ou capuchinho, não importa como lhe chamem, o fato é que esse é um animal muito esperto e hábil. É capaz de usar paus e pedras como ferramentas para abrir frutas de casca dura, de encontrar soluções para problemas complexos e de entender conceitos de causa e consequência. Sem dúvidas é um dos animais mais inteligentes das Américas.

A espécie é comum na região amazônica, ocorrendo no Brasil, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Venezuela e Colômbia. Em nosso território é nativo e encontrado no Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

O macaco-prego vive em grupos de 5 a 20 indivíduos, geralmente com um único macho e até cinco fêmeas adultas. Com hábitos diurnos, eles passam a maior parte do tempo na copa das árvores, em contínuo deslocamento, pulando de galho em galho. Descem só para beber água ou para buscar alimento, muitas vezes em plantações na borda das florestas. Sua alimentação é composta basicamente por frutos, sementes e insetos, mas em menor proporção consomem também flores, brotos, folhas, ovos e pequenos vertebrados.

Eles passam a maior parte do tempo na copa das árvores, em contínuo deslocamento, pulando de galho em galhoO macho da espécie é maior que a fêmea e chega a atingir 60 cm e a pesar 3 kg. A gestação dura cerca de seis meses e a fêmea dá a luz a um filhote por ninhada. O desmame acontece aproximadamente aos seis meses.

Apesar de não ser considerada uma espécie em risco, a população do macaco-prego está em declínio. Além da ameaça óbvia da destruição de seu habitat, ele é vítima do tráfico para ser vendido para criação em cativeiro, principalmente por aprender com grande facilidade. Mas, quem quer criá-lo não considera que é uma espécie silvestre extremamente ativa e que vive mais de 40 anos. Definitivamente, o macaco-prego não é um animal doméstico.

Postado por Dimas Marques às 00:00

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