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Terça-Feira, 03 DE Janeiro DE 2017

Jiboia rara é furtada de museu no Amazonas

A jiboia-arco-íris reflete cores quando exposta à luz“Duas jiboias do Museu da Amazônia (Musa) - uma rara conhecida como "arco-íris" e uma jiboia comum - foram furtadas na tarde desta quinta-feira (29), em Manaus. O caso foi descoberto durante uma visita guiada ao laboratório, que foi invadido por criminosos ainda não identificados.

Dois homens teriam cometido o delito. De acordo com o diretor operacional do museu, Roberto Moraes, o furto ocorreu por volta de 14h30. A dupla teria aproveitado o intervalo entre as visitas para quebrar as janelas e invadir o laboratório.

Segundo Moraes, as cobras ficam em uma sala trancada e são expostas aos visitantes, que só entram acompanhados de monitores. "Hoje nós tivemos um número razoável de visitantes, mais de 200 pessoas. Essas visitas ocorrem de hora em hora e no intervalo dessas visitas, dois elementos quebraram a janela, entraram e furtaram as nossas duas jibóias", contou.

O furto foi percebido na visita seguinte, quando o monitor observou que os animais haviam sido levados e que os blocos de madeira que fecham uma das janelas haviam sido retirados. De acordo com o diretor do Museu, outros furtos já foram registros, entretanto, apenas de bens materiais.”
- texto da matéria "Jiboia rara é furtada de laboratório após invasão no Musa, em Manaus”, publicada em 29 de dezembro de 2017 pelo portal G1

Reconto onde estava a jiboia-arco-írisA jiboia-arco-íris tem esse nome por refletir várias cores quando exposta a iluminação, principalmente ao sol.

Animais raros são muito cobiçados por colecionadores e donos de zoológicos particulares, muitas vezes clandestinos. Foi o caso da jiboia Princesa Diamante, encontrada em 2006 no meio da mata, no Rio de Janeiro, e levada para o zoológico da cidade de Niterói. O animal htinha leucismo, o que o deixou praticamente todo branca e com olhos negros, cegou a ser avaliado em um milhão de dólares.

Princesa Diamante, que na verdade era um macho, foi ilegalmente vendido pela diretora do zoológico, Giselda Candiotto, para o criador americano Jeremy Stone. As negociações duraram entre 2007 e 2009. Ele veio ao Brasil, teria pago 500 mil reais pelo animal e saído do país com a jiboia por Roraima. Nos Estados Unidos, Stone vendia filhotes de serpente por até 60 mil dólares.

Jiboias não são peçonhentas e nem agressivas, o que as fazem serem muito cobiçadas no mercado de animais de estimação. Agora temos o caso da jiboia-arco-íris (Epicrates cenchria).

“Até 2008, o Brasil só conhecia uma espécie da Epicrates cenchria.  Foi nesse ano que os pesquisadores Paulo Passos e Ronaldo Fernandes publicaram um artigo científico onde revisaram toda a espécie e reorganizaram as nove subespécies em cinco espécies.

Segundo essa nova classificação, das cinco espécies, quatro ocorrem no Brasil: Jiboia arco-íris da Amazônia (Epicrates cenchria), jiboia arco-íris da Caatinga (Epicrates assisi), jiboia arco-iris do Cerrado (Epicates crassus) e jiboia arco-íris do norte (Epicrates maurus). 

Podendo alcançar até 2, 2 metros, a Epicrates cenchria é a maior das jiboias arco-íris.  Ela alimenta-se de pequenos animais, incluindo aves, mamíferos e anfíbios. Nos criatórios de cativeiro, por uma questão de praticidade e controle sanitário, em geral é alimentada com pequenos roedores.

As jiboias arco-íris são serpentes vivíparas que, em geral, tem de 15 a 25 filhotes, mas podem chegar até 35. Seus hábitos de vida incluem uma existência semi-arborícola, com maior atividade no período noturno. Essas lindas serpentes vivem entre 25 e 30 anos.”
– texto da matéria “Jiboia Arco-Íris: Espécie rara é furtada do Museu da Amazônia”, publicada em 30 de dezembro de 2016 pelo site Xapuri Socioambiental

No site do Musa não há nenhuma notícia sobre o ocorrido. A possibilidade de enviarem a jiboia-arco-íris para fora do Brasil é real. A Polícia Federal deveria estar investigando o caso, e não apenas a Polícia do Amazonas.

Para concluir, não é de hoje que instituições que mantém animais silvestres são vítimas de furtos. No Brasil, centros de triagem de animais silvestres (Cetas) e zoológicos ainda possuem sistemas de segurança bastante deficientes, facilitando a ação de traficantes de animais. Em setembro de 2016, a Polícia Federal e o Ibama prenderam um homem com animais que foram furtados do Cetas de Seropédica, no Estado do Rio de Janeiro, em agosto.

Em 2015, a PM Ambiental do Paraná pendeu um funcionário do antigo Cetas do Instituto Monte Sinai, em Mauá da Serra (PR). Ele foi acusado de retirar animais do centro, que foi fechado em março de 2016, para comercializá-los.

- Leia a matéria completa do portal G1
- Leia a matéria completa do Xapuri Socioambiental
- Conheça o site do Musa

Postado por Dimas Marques às 00:00

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