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Sexta-Feira, 17 DE Março DE 2017

Um mergulho na imagem: uma naja traficada em SC

O Brasil não tem veneno para tratar alguém que seja picado por essa naja

“A cobra naja encontrada em uma subestação de esgoto em Balneário Camboriú será entregue ao Butantan, em São Paulo. A administração do Zoo Balneário Camboriú, onde a cobra é mantida desde sexta-feira, encaminhou um ofício para o instituto, que definirá como será feito o transporte.

A espécie foi identificada como Naja kaouthia, ou naja-de-monóculo, natural do Sul da Ásia. É considerada muito perigosa, já que seu veneno é neurotóxico e pode matar um ser humano. 

Bióloga do zoo Balneário, Márcia Achutti diz que se chegou a avaliar a possibilidade de a naja permanecer em algum dos zoos da região. No entanto, como não há soro para a espécie no país, o envio ao Butantan foi considerado mais prudente.  O instituto deve importar o soro caso mantenha a cobra.

Márcia acredita que a hipótese mais provável para o aparecimento da naja é que ela tenha escapado, ou sido solta, por algum colecionador. Segundo ela, tem aumentado no Brasil o número de cobras perigosas criadas como pets. Nesse caso, o animal é fruto do tráfico ilegal.”
– matéria publicada em 15 de março de 2017 pelo sito do jornal Diário Catarinense

A naja foi encontrada em 10 de março na subestação de esgoto da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), na Rua 2950, em Balneário Camboriú (SC), por funcionários que faziam a manutenção do local. Além de todos os problemas que envolvem o tráfico de fauna, a importação ilegal de uma serpente peçonhenta coloca em risco muita gente: além da possibilidade de  alguém ser picado, agrava a situação o fato de o Brasil não fabricar ou ter soro antiofídico específico para o “veneno” dessa espécie.

- Leia a matéria no Diário Catarinense

Postado por Dimas Marques às 07:00

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