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Quarta-Feira, 26 DE Abril DE 2017

Olha o Bicho! - Graxaim-do-campo

Graxains-do-campo estão cruzando com raposinhas-do-campo, o que não é bom para ambas as espécies

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nome popular: graxaim-do-campo
Nome científico: Lycalopex gymnocercus
Estado de conservação: “pouco preocupante” na lista vermelha da IUCN e não consta da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção

O graxaim-do-campo é um canídeo que ocorre no leste da Bolívia, no Paraguai, no Uruguai, na Argentina e no sul do Brasil. Vive em locais abertos, como as planícies dos Pampas. Com um belo porte, o graxaim chega a medir até um metro de comprimento, tem orelhas grandes e focinho alongado. A pelagem é clara, em tons castanhos.

É um animal solitário, que vive em conjunto apenas na época de reprodução, que vai de agosto a dezembro. A ninhada pode ter de três a cinco filhotes, que são cuidados pela fêmea e pelo macho. Enquanto ela fica na toca com a cria, ele sai para procurar alimento. Isso até os filhotes completarem seis meses de vida, quando se tornam independentes.

Graxains sofrem com atropelamentos e caçaCom hábitos crepusculares e noturnos, o graxaim-do-campo é um onívoro que tem predileção por pequenos roedores, aves, répteis e frutos. É um animal que, como muitos outros, tem perdido porções significativas de habitat em consequência de ação humana. Isso faz com que ele se desloque cada vez mais em busca de alimento e tem causado um fenômeno que está sendo objeto de pesquisa científica. O graxaim, natural dos pampas gaúchos, tem cruzado com a raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus), que é típica do cerrado.

Esse improvável namoro tem se dado em terras paulistas, visto que a floresta que era a principal barreira entre as espécies não existe mais. E este encontro nada tem de romântico. Ao contrário, ameaça a riqueza genética original das espécies.

Apesar de não ser considerado uma espécie em extinção, o graxaim-do-campo também sofre com dois problemas infelizmente bastante comuns para nossa fauna: os atropelamentos e a caça.

Postado por Dimas Marques às 00:00

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