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Quarta-Feira, 28 DE Junho DE 2017

O tráfico de fauna entupindo de animais os Cetas

Por Dimas Marques
Jornalista, pesquisador do Diversitas-USP e editor responsável do Fauna News
dimasmarques@faunanews.com.br

As aves são os animais em maior número no Cetas do CPRH“O Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangará), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), na Zona Norte do Recife, recebeu, entre janeiro e maio deste ano, 5.131 bichos. Isso significa que mais de mil aves, mamíferos, répteis e aracnídeos, além das espécies exóticas, chegaram ao espaço, a cada mês. Desse total, 3.369 foram resgatados de traficantes ou de comerciantes ilegais, o equivalente a 69% de todos os registros de entrada na unidade. São mais de 673 atendimentos desse tipo, em média, a cada 30 dias.

Os outros animais enviados ao centro são alvo de entregas voluntárias. O número de entrada de animais no Cetas, nos cinco primeiros meses de 2017, é expressivo, quando se comparado com os dados de 2016. No ano passado inteiro, chegaram ao espaço 5.467 animais silvestres.

(...) De acordo com a CPRH, a área de maior tráfico é a Região Metropolitana do Recife. Os casos ocorrem principalmente nas feiras livres.”
- texto da matéria “Centro de triagem do Recife recebe média mensal de mais de 673 animais resgatados do tráfico”, publicada em 21 de junho de 2016 pelo portal G1

A relação é clara: o Cetas está lotado por conta, principalmente, da quantidade de animais apreendidos com traficantes de fauna e em cativeiro doméstico ilegal. É assim em todo o Brasil. Outro problema que não é mencionado na matéria e que deve ser levado em conta (por acometer quase todos os Cetas e Cras – Centros de Reabilitação de Animais Silvestres – no país), é a falta de projetos e áreas de solturas para liberar vagas nos centros para a chegada de mais animais.

É óbvio que enquanto houver tráfico de animais, o poder público continuará gastando com repressão, Cetas, Cras, solturas, processos no judiciário, etc. Então, por que não se investe em educação ambiental para efetivamente combater o comércio ilegal de fauna a partir do hábito de r silvestres como bichos de estimação? Enquanto não houver uma mudança cultural, haverá o tráfico. 

É tão óbvio que não dá para entender o motivo para não fazer.

- Leia a matéria completa do portal G1
- Saiba mais sobre o tráfico de animais

Postado por Dimas Marques às 01:00

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