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Quarta-Feira, 02 DE Agosto DE 2017

Olha o Bicho! - Jupará

Apesar de ser um carnívoro, o jupará tem muito em comum com primatas

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nomes populares: jupará, macaco-da-meia-noite, macaco-da-noite
Nome científico: Potos flavus
Estado de conservação: “pouco preocupante” na lista vermelha da IUCN e não consta da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção

É um macaco? Um gato? Um ursinho? Não! É o jupará, um carnívoro da mesma família do guaxinim e do quati, a Procyonidae. Mas certamente a cauda preênsil, o rosto redondo, os olhos grandes e redondos, as orelhas também redondas e seu estilo de vida são muito mais de um primata que de um carnívoro.

Com essa língua, o jupará consegue se alimentar de insetos, néctar e melO corpo do jupará mede entre 39 e 55 cm, sem contar a longa cauda, e os machos são um pouco maiores que as fêmeas. A pelagem é mais escura no dorso e mais clara na região ventral, em tons que vão do marrom ao amarelo. E uma característica bastante peculiar deste mamífero é sua longa e estreita língua. Com ela, o jupará se alimenta de insetos e até mesmo de néctar e mel, apesar de serem os frutos o prato principal de sua dieta. E com frutos e néctar na alimentação, ele acaba desempenhando o importante papel de dispersor de sementes e polinizador.

A distribuição geográfica do jupará vai do México até o Estado de São Paulo. No Brasil, ele ocorre principalmente na bacia amazônica até o norte do Mato Grosso, mas também pode ser visto na Mata Atlântica.

Esse curioso animal tem hábitos noturnos, o que faz com que seja raro vê-lo e explica seus nomes populares. Durante o dia ele dorme nos ocos das árvores. É totalmente arborícola, vivendo de galho em galho na copa de árvores altas.

Com um ano e meio, um macho já está pronto para reproduzir. A maturidade sexual da fêmea vem um pouco depois, aos dois anos. A gestação da espécie dura entre 98 e 120 dias e normalmente nasce um filhote por vez, eventualmente chegando a até quatro crias. Com sete semanas, os filhotes já se penduram nos galhos pela cauda.

Infelizmente, o jupará é um dos silvestres criados como animal de estimação. Além disso, é caçado por causa de sua carne e alguns povos indígenas usam sua pele na confecção de adornos. Assim, apesar da espécie não integrar as listas de risco de conservação, ela sofre ameaças antrópicas.

Postado por Dimas Marques às 00:00

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