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Sexta-Feira, 16 DE Março DE 2018

Photo Animal: RAW X JPEG (parte III) - Como se comportam diante de ruídos elevados

Cada formato tem suas características quando o assunto é ruído

Por Marcelo Calazans
Técnico em agropecuária, administrador de empresas e fotógrafo. Foi professor da disciplina Fotografia de Natureza pelo Senac-MS
photoanimal@faunanews.com.br

E aí? Como vai? Espero que bem!

Como vimos no último artigo, onde abordei cores/tons e Dynamic Range, expliquei o que são e para que servem. Hoje vamos ver qual a diferença de comportamento do JPEG e do RAW diante de ruídos elevados na imagem.

Ruído (NOISE)
O ruído na fotografia depende de uma série de fatores, como exposição, câmera, ISO, luminosidade... Mas também podem existir variações dentro de uma mesma imagem, onde locais com sombras tendem a ter mais ruído que locais iluminados. Existem dois tipos de ruídos e, normalmente, eles “trabalham” juntos: o Chroma e o Luminance. O Chroma é composto por ruídos coloridos e o Luminance pelos pretos e brancos.

No JPG ou JPEG é possível observar que a imagem tem uma maior quantidade de chroma noise, que faz com que ela tenha cores em locais onde não deveriam aparecer.  Percebemos também a existência de artefatos (veja definição no fim desse parágrafo) o que acaba complicando ainda mais a recuperação. Artefatos são uma série de alterações indesejáveis de uma imagem digital causada pelo sensor, ótica e algoritmos de processamento de imagem interna da câmera. São eles: Blooming, Chromatic Aberrations, Jaggies, JPEG Compression, Maze Artefatos, Moiré, Ruído e Sharpening Halos.

Quando olhamos para a imagem RAW, verificamos que o que mais temos é o Luminance noise e não encontramos nenhum tipo de artefato, facilitando assim a recuperação.

Foto tirada em ISO 1600 na D200 e sem pós-processamento

Recuperação
Abaixo foi simulada uma edição extrema utilizando a função para remoção de ruído do Lightroom. Percebemos que o arquivo RAW consegue preencher melhor os pixels e não apresenta artefatos, apesar da aparência “plastificada” da imagem (devido à remoção de todo o Luminance Noise que pode ter ocorrido no pós processamento).
   
No arquivo JPEG é possível notar várias falhas na imagem quando vemos o detalhe do CROP em 100%. Essas falhas são chamadas de artefatos e danificam muito a imagem final.

Quando trabalhado corretamente com o arquivo em RAW, é possível perceber um melhor controle do redutor de ruído, conseguindo manter grande parte dos contrastes e nitidez.

Arquivo RAW usado no exemplo e devidamente pós-processado para recuperação do ruído

As últimas versões dos softwares de imagens melhoraram muito o tratamento para remoção de ruído. O Adobe Photoshop CS5 tem a opção de remoção de artefatos JPEG quando é selecionada a opção para redução do ruído (Noise Reduction). Devido a essas melhorias, temos uma remoção de ruído satisfatória até quando trabalhamos com JPEG, apesar de que o RAW ainda é superior nesse detalhe.

Na quarta parte da série, vamos poder analisar e perceber as diferenças na perda de qualidade entre o JPEG e o RAW. Grande abraço a todos e até lá.

Leia os artigos anteriores:
- RAW X JPEG - O que são e qual usar? Parte I (19 de janeiro de 2018)
- RAW X JPEG - O que são e qual usar? Parte II (16 de fevereiro de 2018)

Postado por Dimas Marques às 00:00

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