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Sexta-Feira, 11 DE Maio DE 2018

Photo Animal: RAW X JPEG (parte final) - Resumão

Último artigo da série. Hoje, um resumão do que foi abordado

Por Marcelo Calazans
Técnico em agropecuária, administrador de empresas e fotógrafo. Foi professor da disciplina Fotografia de Natureza pelo Senac-MS
photoanimal@faunanews.com.br

Oi, gente!

Chegamos à última parte da série de artigos sobre os formatos RAW X JPEG. Espero que, com os artigos anteriores, eu tenha conseguido explicar de uma forma simples os principais detalhes sobre o assunto. E para simplificar ainda mais as coisas, fiz um resumão dos prós e dos contras de ambos os formatos. Tudo bem sintético. Tomara que seja útil quando vocês forem fotografar. 

Prós e Contras (simplificado)

Pontos Positivos – RAW

1. A imagem não tem perda de dados.
2. Maior controle para pós-processamento (edição).
3. Facilita algumas correções na imagem final, tais como cor e exposição.
4. Maior faixa dinâmica (Dynamic Range), apresentando mais detalhes nas partes claras e nas sombras.
5. Maior número de cores por arquivo.
6. Não é diretamente editável. Toda edição é salva em arquivos XMP, evitando a perda de qualidade na reedição (alguns podem achar isso um ponto negativo).
7. Pode imprimir arquivos em alta resolução.
8. Pode gerar arquivos JPEG com maiores resoluções (interpolação) e pouca perda de informação.

Pontos Negativos – RAW
1. Arquivos grandes, podendo ultrapassar 30MB (dependendo da câmera).
2. É preciso programas específicos para abri-los.
3. Necessário computadores melhores para vê-los e editá-los.
4. É obrigado ser pós-processado no computador (a imagem vem sem edição).
5. Leva mais tempo para transferir para o computador o mesmo número de fotos quando comparado ao processo com arquivos JPEG.

Pontos Positivos – JPEG
1. É possível salvar um número maior de imagens no cartão de memória.
2. Normalmente é possível enviar por e-mail ou fazer upload sem dificuldades.
3. As imagens JPEG com baixa compressão têm excelente qualidade e os artefatos não são muito visíveis.
4. Quando fizer fotos em sequência, você pode gravar um número maior de imagens sem parar.
5. As imagens já estão prontas para serem impressas (se a câmera estiver bem configurada e dependendo do trabalho).
6. Você pode abrir/editar com facilidade em qualquer computador.

Pontos Negativos – JPEG
1. Menos controle na edição final do arquivo.
2. A compressão faz perder dados importantes.
3. Difícil correção de cor e de exposição e, quando feito, a imagem perde qualidade.
4. Pode apresentar artefatos nas imagens em caso de grandes impressões com JPEG reeditado ou com muita compressão.

Ideia Principal
A ideia principal do JPEG é gravar o máximo de informação no menor espaço possível sem prejudicar a imagem ou “tendo perdas insignificantes”. O RAW se preocupa com a qualidade e não com o tamanho da imagem, fazendo com que o arquivo tenha muito mais informações.

Conclusão
RAW versus JPEG sempre foi e será um assunto que gera polêmicas, mas, na minha opinião, você deve utilizar o JPEG quando quer uma foto com pouco ou até nenhum pós-processamento, sendo aquela que você não quer se preocupar com o depois - é ali, aquele momento que vale. Já com o RAW é o contrário. Você quer e vai investir tempo fazendo a edição da imagem - no meu caso é como se eu pudesse levar o momento junto comigo e descarregá-lo na forma de pós-produção. Quando faço a foto, já tento imaginá-la com o meu estilo, com meu olhar. Por isso que eu, por exemplo, só fotografo em RAW.

Agora eu jogo a bola pra vocês. Tirem suas próprias conclusões, pois não existe melhor ou pior e sim o que é melhor para cada um!

No próximo artigo, começo uma série sobre a expedição fotográfica que fiz ao Pantanal do Mato Grosso do Sul, na Serra do Amolar.

Até lá!  

Postado por Dimas Marques às 00:00

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