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Quinta-Feira, 30 DE Agosto DE 2018

Índios detêm grupo capturando aves em suas terras. Infratores já estão soltos

Gaiolas e aves apreendidas com grupo flagrado em terra indígena

Por Dimas Marques
Jornalista, pesquisador do Diversitas-USP e editor responsável do Fauna News
dimasmarques@faunanews.com.br

“Índios prenderam quatro adultos e apreenderam um adolescente suspeitos de caçar pássaros silvestres dentro da Reserva Indígena Apucaraninha em Tamarana, no norte do Paraná.

O grupo ficou detido em uma cadeia da própria reserva até a chegada da Polícia Militar (PM).

De acordo com a polícia, a situação ocorreu no sábado (25). O cacique e um funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai) contaram aos policiais que o chefe da segurança da reserva indígena e mais dois índios pararam o grupo quando realizavam uma fiscalização.

Os suspeitos estavam em um carro que foi parado pelos indígenas. Dentro do veículo foram encontrados dois facões, cinco alçapões, uma rede de captura de aves e seis gaiolas - em três delas foram localizadas quatro aves silvestres.” – texto da matéria  “Índios prendem suspeitos de caçar pássaros silvestres em reserva indígena em Tamarana”, publicada em 27 de agosto de 2018 pelo portal G1

Fiscalização intensa em terras indígenas e áreas protegidas, como unidades de conservação, é essencial para a proteção da biodiversidade. Essas áreas são verdadeiros bancos, cujos valores guardados não são notas ou moedas, mas vida. Tanto a de inúmeras espécies quanto a nossa, que depende das outras.

A captura de animais para o tráfico e a caça são intensas em várias unidades de conservação, como parques nacionais e estaduais. Nas terras indígenas, o abate de animais silvestres por não-índios também ocorre.

Infelizmente, o sistema de fiscalização não é eficiente. Há falta de servidores em órgãos como o ICMBio, o Ibama, a Polícia Federal, a Funai e nos órgãos de controle dos Estados e Municípios. Mas, felizmente, há comunidades empenhadas em defender esse patrimônio e o direito à liberdade dos animais.

A situação torna-se ainda pior quando verificamos que os infratores, como no caso acima, são soltos logo após serem surpreendidos praticando crime. A legislação brasileira é fraquíssima, permitindo que traficantes contumazes permaneçam livres, que multas não sejam pagas e processos caduquem no Judiciário.

- Leia a matéria completa do portal G1

Postado por Dimas Marques às 10:00

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