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Quinta-Feira, 06 DE Setembro DE 2018

Olha a caça em Minas Gerais

Decorar a casa com a cabeça de um animal morto não é tão incomum para quem gosta de caça. Afinal, tem gosto para tudo.

Será que vão investigar quem caçou?“Uma mulher, de idade não informada, foi multada em mais de R$ 4 mil nesta segunda-feira (4), no Bairro Tibery, em Uberlândia, após partes de animais silvestres serem encontradas na casa dela.

A Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMA) foi ao local por meio de denúncia anônima de que a moradora estaria guardando na garagem uma cabeça de veado e uma pata de tatu canastra sem a devida autorização do órgão ambiental competente. Ainda segundo a polícia, o tatu canastra é um animal em processo de extinção.

Na casa, a mulher confirmou que guardava as partes dos animais e que não tinha licença do órgão ambiental. Diante do fato foi lavrado auto de infração no valor de R$ 4.226,82.

A moradora não foi presa, pois a mesma assumiu o compromisso de comparecer ao juizado especial criminal da comarca de Uberlândia.”
– texto da matéria “Mulher é multada por guardar partes de animais silvestres sem autorização em Uberlândia”, publicada em 4 de setembro de 2018 pelo portal G1

No mesmo dia...

Carne de animal silvestre: um capricho que sustenta um crime“Um homem, de 42 anos, foi autuado nesta terça-feira (4) em mais de R$ 10 mil por caça ilegal de animais silvestres, em Cachoeira Dourada, no Triângulo Mineiro. Equipamentos de captura e uma capivara abatida foram apreendidos.

Segundo a ocorrência, a Polícia Militar de Meio Ambiente recebeu uma denúncia anônima informando sobre o caso em uma propriedade rural da cidade. No local, foram encontrados uma armadilha denominada de laço, 500g de milho e carne de capivara em sacos plásticos.

Ao ser questionado, o homem confessou que o material era utilizado para a captura dos animais. Ele também relatou que não tinha autorização para realizar a atividade.”
– texto da matéria “Homem é autuado em mais de R$ 10 mil por caça ilegal de animais silvestres em Cachoeira Dourada”, publicada em 5 de setembro de 2018 pelo portal G1

Nos dois casos, há o elemento cultural envolvido. Os animais devem ter sido abatidos por lazer ou simplesmente pelo capricho em consumir uma carne diferente. Mas, o resultado desse tipo de atitude tem consequências muito graves quando, por exemplo, se mata um animal de espécie ameaçada de extinção, como o tatu-canastra (classificado com “vulnerável” na lista vermelha da IUCN e na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção).

Vale ressaltar que não há, atualmente, qualquer tipo de trabalho de conscientização no país para a redução da caça. Pelo contrário...

Na Câmara dos Deputados, o deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC) é autor de um projeto de lei que pretende legalizar a caça no Brasil. O PL 6.268/2016, que teve parecer contrário do relator, o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, tem inúmeros problemas: vai ampliar o tráfico de fauna, retira o direito de utilizar armas dos fiscais ambientais, permite a cruel utilização de cães nas caçadas, espécimes recolhidos em centros de triagem poderão ser enviados para fazendas de caça e por aí vai.

- Leia a matéria ““Mulher é multada por guardar partes de animais silvestres sem autorização em Uberlândia”, publicada em 4 de setembro de 2018 pelo portal G1
- Leia a matéria “Homem é autuado em mais de R$ 10 mil por caça ilegal de animais silvestres em Cachoeira Dourada”, publicada em 5 de setembro de 2018 pelo portal G1
- Saiba mais sobre o tatu-canastra

 

Postado por Dimas Marques às 10:00

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