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Quarta-Feira, 21 DE Novembro DE 2018

Olha o Bicho! - Mico-de-cheiro

Animais da espécie são capturados para serem criados como bichos de estimação

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nomes populares: mico-de-cheiro, macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta
Nome científico: Saimiri vanzolinii 
Estado de conservação: “vulnerável” na lista vermelha da IUCN e “vulnerável” na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção

Você lê o nome mico-de-cheiro e logo pensa em um macaquinho todo perfumado, certo? Errado! Os macacos-de-cheiro, primatas do gênero Saimiri, recebem esse nome porque diferentemente do que acontece com outras espécies de primatas, para as quais a limpeza dos pelos é uma atividade feita em grupo, o mico-de-cheiro limpa e penteia seu próprio pelo. E depois de todo arrumadinho, ele urina na própria cauda. Mas isso não quer dizer que eles não prezam por hábitos higiênicos e sim que usam a comunicação olfatória para demarcar território. 

Esses macacos urinam na própria caudaEssa espécie de pequeno porte tem pelagem curta, com pelo escuro nas costas e braços e as pernas de coloração alaranjada. Mede pouco mais de 30 cm de comprimento, sem considerar a cauda (preênsil nos filhotes, mas não nos adultos) e os machos são maiores e mais pesados que as fêmeas. Eles formam grupos sociais grandes, que podem chegar a 50 indivíduos, entre jovens, machos e fêmeas. São arborícolas e vivem no meio das árvores, eventualmente descendo ao chão para se alimentar ou subindo ao topo das copas. Mas é na cobertura vegetal do dossel que eles se escondem de seus principais predadores, as aves de rapina.

A espécie é endêmica da região amazônica e sua pequena população se restringe a três localidades no Amazonas: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Ilha Capucho e Ilha Tarará. Por ter uma dieta generalista - sua alimentação consiste basicamente de sementes e frutos e ocasionalmente de pequenos animais e ovos de pássaros -, o mico-de cheiro é facilmente introduzido em outras regiões e há casos relatados de identificação da espécie no fragmento de mata atlântica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 

Sua docilidade faz com que seja comum a captura para venda como animal de estimação, o que o torna mais uma vítima do tráfico de animais silvestres

Postado por Dimas Marques às 17:00

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