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Quarta-Feira, 20 DE Março DE 2019

Olha o Bicho! - Tigre-d'água

No Brasil, a espécie ocorre naturalmente no Rio Grande do Sul

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nomes populares: tigre-d’água, tartaruga-tigre-d'água, tartaruga-tigre ou tartaruga-verde-e-amarela
Nome científico: Trachemys dorbigni 
Estado de conservação: não consta na lista vermelha da IUCN e consta como “quase ameaçada” na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção

Quem ouve o nome “tigre-d’água” pensa num bichão grande e ágil como o felino. Mas aqui estamos falando de uma simpática tartaruga, endêmica do Rio Grande do Sul, que ocorre também na Argentina e no Uruguai e tem sua existência ameaçada pelo cultivo de arroz, que invade áreas de nidificação da espécie, pelos atropelamentos e pela comercialização clandestina de filhotes como animais de estimação.

A espécie é muito bonita, com casco e corpo colorido em vários tons de verde e amarelo, principalmente quando filhotes, já que na idade adulta a coloração escurece. Isso faz com que ela seja muito procurada como pet. E que seja maltratada e capturada de maneira totalmente irresponsável, como flagrado recentemente no Rio Grande do Sul (veja aqui no Fauna News).

Animais da espécie sofrem com destruição de habtiat, atropelamentos e tráfico de faunaAs fêmeas desovam entre setembro e fevereiro, colocando em média 12 ovos. E muitas vezes esses ovos nem chegam a eclodir na natureza, são levados para viveiros do tráfico.

Os filhotes saem dos ovos com cerca de 3 cm de comprimento, mas quando adultos os machos chegam a medir 25 cm e as fêmeas 35 cm. Outra diferença entre os gêneros pode ser vista na cauda, que é mais comprida, mais grossa e negra nos machos e nas fêmeas apresenta as mesmas listras amarelas presentes na cabeça. 

O tigre-d'água vive em pântanos, banhados, lagos, riachos e rios. Apesar de ser endêmica do Rio Grande do Sul, por causa do tráfico é encontrada em várias partes do país e do exterior e até em parques públicos, onde são abandonadas pelos "donos" depois de adultas.

A espécie vive cerca de 30 anos e sua dieta é onívora, com predominância de vegetais. Na natureza, seus principais predadores são o teiú e o carcará, mas a ação deles nem se compara com a dos humanos.

Postado por Dimas Marques às 17:00

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