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Sábado, 13 DE Abril DE 2019

Manifesto contra projetos de lei pró-caça chega a 400 adesões

Manifesto contra projetos de lei pró-caça será enviado aos deputados federais

Em apenas um mês, o manifesto SOCIEDADE REAGE: NÃO À LIBERAÇÃO DA CAÇA NO BRASIL! conseguiu a adesão de 400 redes, fóruns, ONGs, formadores de opinião e pesquisadores. O documento é uma manifestação organizada pelo coletivo de ambientalistas Aliança Pró Biodiversidade contra os quatro projetos de lei (PLs) pró-caça que tramitam na Câmara dos Deputados.

A intenção é entregar o manifesto aos autores dos projetos, solicitando que eles retirem suas propostas. Aos parlamentares das comissões da Câmara que analisam os PLs, o documento pede que se manifestem e votem contrariamente às propostas. No caso de chegarem à votação em plenário, o manifesto será também entregue a todos os deputados federais.

Esse trabalho pretende mostrar aos parlamentares que a sociedade não quer a liberação da caça no Brasil.

O manifesto SOCIEDADE REAGE: NÃO À LIBERAÇÃO DA CAÇA NO BRASIL! já conta com o apoio de 26 coletivos e redes, entre elas a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público do Meio Ambiente (ABRAMPA), o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, o Observatório do Clima, o Grupo de Ação Política de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (GAP Trafi), a Rede de Organizações Não Governamentais da Mata Atlântica e a Rede Nacional Pró Unidades de Conservação.
Entre as mais de 180 ONGs,  estão WWF Brasil, Greenpeace Brasil, Proteção Animal Mundial, AMPARA Animal, Associação Mata Ciliar, Associação Onçafari, Freeland Brasil, Instituto Espaço Silvestre, Instituto Luisa Mell, Instituto Mira-Serra, Instituto Socioambiental (ISA), Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Mater Natura, Proteção à Fauna e Monitoramento Ambiental (Profauna) e SOS Fauna.

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso assinaramFormadores de opinião, como artistas, também assinam o manifesto. Bruno Gagliasso, Cleo Pires, Dira Paes, Miguel Falabella, Letícia Sabatella, Marcello Novaes, Marcelo Serrado, Giovanna Ewbank, Glória Pires, Marcos Palmeira, Heloísa Périssé, Isabell Fillardis, Alexia Dechamps, Anna Paula Burlamaqui, Paolla Oliveira, Betty Gofman, Carol Machado, Ícaro Silva, Kadu Moliterno, Karla Fabiana, Daniele Suzuki, os cantores Ney Matogrosso e Sandra de Sá, a cineasta Carolina Jabor, as modelos Daniela Sarahyba, Fernanda Tavares e Fiorella Mattheis e vários outros estão apoiando a iniciativa.

Políticos também já começaram a aderir: o ex-candidato a vice-presidente Eduardo Jorge (PV) e o presidente do PV no município de São Paulo, Roberto Tripoli, assinaram o documento.

O manifesto é uma reação da sociedade à ação de parlamentares das bancadas da bala (que defendem os interesses das indústrias de armas e munições) e ruralista  que têm proposto a liberação da caça ou facilidades para a atividade no Brasil. Desde 1967, as caças esportiva e comercial são proibidas.

PLs pró-caça
Os quatro projetos são:

- PL 6.268/2016 (PL da Caça): do ex-deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC) e que pretende liberar as caças esportiva e comercial;

- PLP 436/2014: do deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), que tenta passar para os Estados o fornecimento de autorizações de caça;

- PL 7.136/2010: do deputado federal licenciado e atual chefe da Casa Civil do Governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-SP), que propõe passar para os municípios a emissão de licenças de caça;

- PL 1.019/2019: do deputado federal Alexandre Leite (DEM-SP), que pretende criar o Estatuto dos CACs – Colecionadores, Atiradores e Caçadores, sobre o armamento utilizado por essas categorias..

Para apoiar o manifesto, entidades, pesquisadores e formadores de podem solicitar adesão através do e-mail pizzi@maternatura.org.br. ONG e coletivos devem apresentar o nome completo, a cidade e Estado de sua sede. Já os formadores de opinião (atores, cantores, escritores, jornalistas, etc.) devem enviar o nome completo e a área de atuação. Técnicos e pesquisadores, além do nome, têm de enviar a descrição da formação e titulação acadêmica.

Postado por Dimas Marques às 10:00

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