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Quarta-Feira, 08 DE Janeiro DE 2020

OLHA O BICHO! - O tubarão Parmaturus angelae

Esse tubarão vive em águas profundas, junto do leito oceânico

Por Luciana Ribeiro
lucianaribeiro@faunanews.com.br

Nome popular: ainda não definido 
Nome científico: Parmaturus angelae
Estado de conservação: não consta na lista vermelha da IUCN nem na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção

O tubarão é um animal que habita o nosso imaginário. É uma espécie de "rei" dos mares e é bastante estudado. No final de 2019, um grupo de pesquisadores do Laboratório de Ecossistemas Aquáticos e Pesqueiros (Leap) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) descreveu uma nova espécie de tubarão de profundidade, nomeada Parmaturus angelae.

A descrição foi publicada na Copeia - revista científica internacional, da Sociedade Americana de Ictiologia e Herpetologia - e foi possível a partir da captura de dois exemplares da espécie em áreas profundas dos mares brasileiros, em Santa Catarina e no Rio de Janeiro.

O animal capturado em Santa Catarina foi encontrado numa profundidade de 600 metros e o do Rio de Janeiro estava a 500 metros. Segundo o professor Paulo Ricardo Schwingel, do Leap Univali, provavelmente trata-se de um tubarão de habitat demersal-bentônico (área próxima do fundo oceânico), em profundidade em torno de 500 metros nas águas profundas do sul do Brasil, no sudoeste do oceano Atlântico.

O espécime encontrado em Santa Catarina foi depositado na coleção do Leap, enquanto o capturado em águas cariocas foi armazenado no Laboratório de Pesquisa e Elasmobrânquios da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O Parmaturus angelae se diferencia de outras espécies pela origem de uma primeira barbatana dorsal anterior à barbatana pélvica, presença de crista caudal superior e inferior bem desenvolvida, dentículos laterais em forma de lágrima e falta de cúspides laterais, dentículos uniformemente espaçados e contagens vertebrais. É a segunda espécie do gênero relatada no oceano Atlântico e apenas a terceira espécie fora da região do Indo-Oeste do Pacífico.

Trabalhos de descrição de novas espécies, como o Parmaturus angelae, evidenciam a importância da pesquisa científica. Diferente do que muitos acreditam, ainda não conhecemos todos os animais e plantas que habitam nosso planeta e há muito o que descobrir e estudar sobre a nossa biodiversidade. Só conhecendo as espécies e entendendo as relações entre elas e com os seus habitat é que podemos dar a devida importância ao meio ambiente e à vida em todas as suas manifestações, fauna e flora, em terra, nos rios e nos mares.

Postado por Dimas Marques às 08:00

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