Fauna News

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O que fazer

Um dos principais motores que movimentam o tráfico de animais silvestres é o hábito de criá-los como bichos de estimação. É lógico que só existe quem captura, transporta, armazena e vende silvestres porque tem alguém que compra.

Portanto, NÃO compre animais silvestres!

Mesmo os animais de procedência legal, como de criadouros comerciais autorizados, em que há emissão de nota fiscal, são um incentivo ao tráfico de fauna. Afinal, muitas das pessoas que não têm condições de pagar pelos caros animais de criadouros, inseridas em uma cultura que valoriza a criação de silvestres como pets, recorrerão ao traficante.

Um papagaio-verdadeiro, por exemplo, custa em um criadouro ou loja entre R$ 1.500 e R$ 2 mil. Já, nas feiras espalhadas por todo o país, o filhote coletado ilegalmente e traficado custa cerca de R$ 200.

A venda legalizada de silvestres não reduzirá o mercado negro

O Fauna News também considera que animais silvestres, ainda que nascidos em cativeiro, têm necessidades diferentes daquelas dos domésticos. Cada espécie tem sua programação e instintos. Há os que precisam de muito espaço, de viver com seus semelhantes, de voar ou caminhar quilômetros todos os dias na busca de alimento; condições essas que cativeiro nenhum é capaz de fornecer como a natureza.

Você também NÃO deve comprar produtos feitos com partes de animais silvestres! Lembre-se, o tráfico de animais não se restringe ao comércio de bichos vivos. Objetos de decoração (tapetes, enfeites de mesa, quadros, etc.) e de vestuário (roupas e bijuterias) feitos com peles, couros, penas, dentes, marfim e garras integram o mercado negro de fauna.

Solturas: a boa intenção traz problemas

NUNCA solte o animal silvestre que vive em cativeiro. Seja em parques das cidades, unidades de conservação ou matas, JAMAIS liberte o bicho.

O animal, depois de uma temporada em cativeiro, pode não estar preparado fisicamente para a vida livre (musculatura atrofiada, desnutrição, doenças, etc.) e incapacitado para buscar seu alimento ou abrigo adequado.

Outro problema é a introdução de animais em ecossistemas onde sua espécie não existe. Além de ter problemas para encontrar alimentos adequados à sua dieta, esse bicho poderá causar um desequilíbrio no novo ambiente, já que pode não ter predadores e também concorrer com indivíduos de outra espécie.

Existe ainda a possibilidade de o local ser frequentado por caçadores ou traficantes de fauna.

Entrega voluntária

Se você ou algum conhecido se conscientizou que lugar de animal silvestre não é em gaiola, poleiro ou jaula, ou ainda se o bicho está causando transtornos, é importante saber que você pode entregá-lo às autoridades sem ser punido.

Está no parágrafo 5º do artigo 24 do no Decreto nº 6.154, de 2008:

“No caso de guarda de espécime silvestre, deve a autoridade competente deixar de aplicar as sanções previstas neste Decreto, quando o agente espontaneamente entregar os animais ao órgão ambiental competente.”

Entrega voluntária de jabuti em Alegre (ES)

A pessoa que cria um animal silvestre sem autorização pode, portanto, entregá-lo à Polícia Ambiental de seu estado ou ao Ibama com a certeza de que não responderá criminalmente ou receberá alguma multa pela infração.

Denúncias

Ao verificar algum local onde ocorra a venda de animais silvestres sem autorização (como feiras livres e lojas de ração, por exemplo) denuncie à Polícia de seu estado. Se possível, informe diretamente à Polícia Militar Ambiental. Infelizmente, o 190 da Polícia Militar não atende bem esse tipo de ocorrência.

O serviço do Disque Denúncia, que recebe informações de crimes pelo número 181, também deve ser utilizado. Lembre-se, a ligação é gratuita e seu anonimato é garantido.

Outra alternativa é o Ibama. O órgão federal mantém a Linha Verde: 0800-618080 (ligação gratuita) ou pela internet, por meio do site da instituição.

Ajudando ONGs

Muitas ONGs trabalham no combate ao tráfico de fauna e na recuperação e soltura dos animais vítimas do mercado negro. Se puder, ajude-as. Pode ser financeiramente ou como voluntário. Saiba mais.

Quer saber mais sobre tráfico de animais? Está com alguma dúvida? Então entre em contato com o Fauna News.